Artigo: Prever o futuro? Não. Estar preparado utilizando cenários e Inteligência aplicada
Publicado em 20/03/2020
Autor: Daniela Ramos Teixeira
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Amy Webb, futurologista, fundadora do Future Trends Institute concedeu uma entrevista ao The Shift e selecionei alguns trechos para refletirmos e que são muito oportunos nesse período:

“Um futurologista diria que o objetivo não é prever, é estar preparado. E a forma de estar preparado para o futuro é pensar continuamente na disrupção... ajudar a preparar as pessoas para a ruptura.”

Há técnicas que utilizamos como cenários que ajudam nesse sentido. Ajudamos empresas a se prepararem para o futuro e a fazerem melhores decisões com base em dados e informações consistentes.

Segundo Kotler, cenários múltiplos são a construção de imagens de futuros alternativos, cada um com consistência interna e tendo relevância, além de certa probabilidade de ocorrência.

Na minha opinião a técnica de Cenários precisa ser adaptada à realidade das empresas, às situações de crise e inesperadas e precisamos fazer cenários também de curto prazo aplicáveis a Inteligência Competitiva.

Outras técnicas de uso contínuo como monitoramento estratégico do mercado e concorrência, mapeamento setorial também podem trazer uma visão mais do momento para os executivos e servir de base de informação para compor a técnica de Cenários.

Na técnica de monitoramento estratégico, por exemplo, sugerimos que as empresas avaliem impactos e riscos para o negócio e utilizem formas visuais nas entregas. O analista de estratégia e inteligência de mercado tem que facilitar o acesso e a visualização das entregas para que os executivos tomem decisões mais rápidas e com alto nível de certeza.

É assim que ensinamos nos nossos cursos e também temos bons resultados junto aos clientes de consultoria.

“Do meu ponto de vista, o Covit-19 está provocando uma tonelada de novos investimentos em áreas como biologia sintética e agricultura.”

"Outra área é a incerteza política. Muitos governos não têm políticas claras, não apenas sobre o que fazer no caso de uma pandemia, mas em muitas outras coisas, como inteligência artificial e edição genética, e o problema é que esta não vai ser a última pandemia, elas estão mais frequentes. Os governos também devem fazer planos e previsões a longo prazo.”

Vemos nitidamente a diferença entre Itália e Coreia do Sul na tratativa de ações contra a pandemia do coronavírus. Governos preparados e que se planejam tem maiores chances de evitar pandemias e isso vale também para o ambiente empresarial.

E qual é a sua opinião a respeito? Temos como nos preparar melhor para o futuro e para enfrentar crises e períodos turbulentos?



Daniela Ramos Teixeira é CEO e fundadora da REVIE Inteligência Empresarial, empresa de consultoria, processos, mentoria e capacitação em Inteligência Empresarial e Inteligência Competitiva/Inteligência de Mercado, Planejamento, Marketing e Vendas.
Trabalha com Inteligência aplicada aos negócios desde 1999, tendo ajudado mais de cem empresas de diferentes portes e setores. E-mail: dteixeira@revie.com.br

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